12 de mai. de 2007

saudades de escrever aqui.
não sei se é a vida que não me deixa tempo ou não me deixa tema.
o fato é que estou ficando prática.

e reclamar não cabe mais,
poesiar não anda dando tempo,
e escrever qualquer coisa não me apetece.

estou escrevendo na vida... com poesia.
apagando da lista os lamentos, incrementando os incrementos.

quero mais é pintar e bordar! rsrsrs

21 de abr. de 2007

quero os peitos e a serenidade da Vênus de Milos.
quero os peitos e a serenidade da Vênus de Milos.

4 de abr. de 2007

do dia em que eu vi a lua

até me acostumar com uma vida sem serra, quintal e calçada, vizinho e troca de receita, via nos letreiros luminosos da nova vida a saudade que tinha da lua cheia na minha janela. a nova janela me mostra outras cem janelas, e provavelmente delas estão outros 100, 96, 34, não sei... outros tantos... todos sentindo falta de luar.

mas surpresas nos cercam pra não fazer a vida parar. e lá estava ela outro dia, linda...
ofuscando os faróis, os sinais, as buzinas, a sujeira do vidro do ônibus...

lá estava ela pra me lembrar que ser feliz é ser assim: imponente, bonita, simples e ofuscante...
oscilante porque é necessário... mas sempre de uma beleza imcomparável.

23 de mar. de 2007

da necessidade de ser...

como é bom ter coragem, ter segurança, ter força...

a vida desliza e o eterno sofrimento desnecessário some....

17 de mar. de 2007

das formas de amor

tenho de todas um pouco em mim. a que mais falta é só uma em mil, mas é a que dói mais latente.

"quem de dentro de si não sai vai morrer sem amar ninguém
capoeira que é bom não cai, e se um dia ele cai, cai bem..."

12 de mar. de 2007

pra completar caio fernando...

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

(Cecília Meireles)

11 de mar. de 2007

"o amor também é uma espécie de morte ( a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável). O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade"

caio fernando abreu

10 de mar. de 2007

da necessidade do grande dia

como a menor das flores me sinto: tentando criar forças para me colorir, tentando ajudar a vida a ser primavera, tentando achar caminho entre as maiores para receber um pouco do calor do sol.
como a mais nova estrela: ofuscada pela luz da geração anterior, e ao mesmo tempo me esforçando para apurar na experiência delas oportunidades de melhora para as minhas experiências próprias.
como o menor frasco: precioso e raro.
e cheio de m a r a v i l h a s.
capaz de guardar o melhor segredo e aquele cheiro de vida nova, tão doce e tão especial.
das pequenas coisas vêm as mudanças. das pequenas lutas, vêm as vitórias.
dos grandes fracassos tiro forças para o grande dia:
o dia em que encararei o mundo de ombros altos e peito aberto,
de coração pronto pra amar, de alma lavada;
o dia em que a minha crença em mim mesma será maior que a crença dos outros.

8 de mar. de 2007

da necessidade de regugitar

estou numa fase de expulsão, é fato: jamais expulsei ou expulsarei pessoas; mas sentimentos, angústias, mal-amados e arrogantes, coisas mal-resolvidas, mal-quistas, estão todas sendo constantemente vomitadas. só sobrará em mim o bem, o amor, os bons e verdadeiros amigos. sobrarão flores, e coragem, e canções. enredos, e sonhos, e sucessos. faltarão e serão sempre vomitados os temores, as inseguranças, todos os sapos antes engolidos.
sapos e sapas, saiam mesmo da minha vida. eu serei feliz. se vocês não podem ser e querem se entalar em minha garganta e fechar portas na minha cara, não os quero mais na minha vida, na minha casa, no meu mundo.

27 de fev. de 2007

"Como as abelhas estão preguiçosas sôbre as flôres e os raios do sol indolentes sôbre o chão! Grassa uma ociosidade medonha. A ociosidade é o início de todos os males. O que as pessoas fazem por causa do tédio! Estudam pelo tédio rezam pelo tédio, apaixonam-se, casam-se, multiplicam-se pelo tédio e finalmente morrem de tédio e—aí está a graça— tudo isso com os rostos mais compenetrados, sem saber porquê e pensando que Deus sabe. Todos êsses heróis, êsses gênios, êsses tolos, êsses santos, êsses pecadores, êsses pais de família, no fundo nada mais são do que refinados ociosos."
[Leonce e Lena - Georg Büchner]

24 de fev. de 2007

de quando a "carapuça serve"...

"nos filmes sempre existe uma moçinha e a melhor amiga. você tem um potencial incrível para ser a protagonista, mas inexplicavelmente não deixa de se comportar como a melhor amiga."



SOCO NO ESTÔMAGO!

22 de fev. de 2007

A Bru e o Vagalume

Madrugada a fora, filme velho na tv, cansada do pc, vejo a luz mais querida que conheço: a mágica e doce luz do vagalume. Tudo lindo... abri a janela pro bichinho se sentir a vontade, deixei ele lá piscando, e continuei no filme velho. Não sei se foi o filme, ou fui eu, ou só foi mesmo a luz da TV, mas o bichinho se apaixonou.

E eu descobri que vagalumes fazer barulho.

E seria aquele o começo de uma semi-insônia: o bicho não saía, não parava de voar pelo quarto, não parava de me rodear. E a visita antes considerada um presente foi se tornando uma tormenta. E não adiantou vassoura atrás da porta, compromisso inadiável ou qualquer coisa do gênero: visita quando resolve ficar, não tem macumba que tire.

E foi assim o resto do quase conto-de-fadas... Eu tentando "pô-lo ele" pra fora e ele tentando me tirar o sono... Será que tinha um segredo pra mim??? Matei o segredo com restos de luz que em segundos se apagaram. Não sei se sofria ou me aliviava...

21 de fev. de 2007

O menor conto de fadas do mundo

Era uma vez um rapaz que pediu a uma linda garota:

- Você quer se casar comigo?

Ela respondeu:
- NÃO!

E o rapaz viveu feliz para sempre, foi pescar, jogou futebol, conheceu muitas outras garotas, visitou muitos lugares, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava grana, bebia cerveja com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele.

A moça teve celulite, varizes , os peitos caíram e ficou sozinha para sempre.

FIM.


Triste, machista, mas divertido.. achei isso por aí na internet, não resisti.
As vezes faz sentido arriscar, ne? Serve pra pensar...

12 de fev. de 2007

da necessidade da certeza

conviver com incertezas é uma dificuldade muito grande pra mim.
eu sempre quero tudo certo, combinado, resolvido, lavrado em cartório.
dúvida, incerteza, indecisão: todas me paralizam.
eu não me dou bem mesmo com nada mal resolvido.
e mesmo assim sou a pessoa mais indecisa desse mundo!

to beeeem, viu...

10 de fev. de 2007

da necessidade da TPM

pelos menos tem um lado bom, já que é só ela que me faz:

- me permitir ficar descabelada
- chorar sem motivo
- me achar a pior pessoa do mundo
- escrever post inuteis
- não fazer completamente nada o dia todo
- ver filme bobo
- ficar em casa sábado a noite sem sofrimento
- assumir algumas das minhas taras


PODEROSA A BICHINHA, NÃO?

9 de fev. de 2007

aham, eu sou babona.


dois dos grandes amores da minha vida!

8 de fev. de 2007

Eu não quero aquele, eu não quero aquilo.
Peixe na boca do crocodilo.
Braço da vênus de milo acenando tchau.

Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo.
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo.
Tua língua em meu mamilo, água e sal.

2 de fev. de 2007



A Fafá me escuta e me entende.

A Fafá me briga e me ama.

A Fafá me faz ter coragem e é medrosa.

A Fafá me desprotege e me faz crescer.

A Fafá me convence de qualquer programa de índio pra gente ter um tempinho juntas.

A Fafá sempre jura que é a última cervejinha, e é uma das culpadas da minha butequisse assumida.

A Fafá reclama que eu reclamo demais e tem toda razão.

SAUDADE DA MINHA NEGA!

A FAFÁ É UMA DAS MINHAS ALMAS-GÊMEAS...

31 de jan. de 2007

Não quero mais palpites, nem pitacos, nem ouvidos atrás da porta.
Não quero mais ordens, nem vigilâncias, nem gente que me diga o que fazer.

Deixa, eu faço.
E agora farei sim, do meu jeito.



I dont post to make your life funnier.